AMOR:  Tudo começa nele. Mas antes dele está o Amor-próprio (auto-estima)
  • Se você não deseja enfrentar um grande amor por você mesmo, saia daqui: clique em outro assunto. Você acaba de entrar no espaço errado.
  • Faça uma garimpagem e reconheça os seus melhores valores.
  • Depois crie o hábito saudável de aplaudir todos os valores com que for se reencontrando.
  • Você tem um corpo belo mas é levemente estrábico.
  • Você é linda, mas carrega um conflitante complexo de culpa.
  • Está tudo arruinado? Claro que não!... O que está em ruína são os pensamentos conflitantes em sua cabeça. É exatamente essa situação que nós precisamos resolver: salvo quando os conflitos são desproporcionais.
  • Operações reparadoras estéticas do corpo? Até que sim!, mas elas só fornecem um pequeno up-grade , mas na verdade não resolvem os conflitos.
  • Eu preciso aprender a falar de mim. Mas nada pode ser visto como definitivo: a vida é um constante aprendizado.
  • Quando se diz falar de mim não é contar muitas historinhas que objetivam mascarar o que sofremos. Falar de mim é abrir o coração e construir pequenas peças de humor com os meus próprios defeitos  (que 100% das vezes só eu vejo como defeitos).
  
  • Você tem que se entusiasmar com o encontro das suas mazelas. Realize uma pequena festa com alguém. Você precisa emocionar-se.
  • Muitas vezes o determinismo nos condena. Mas o ser humano tem um grande poder na quebra do determinismo.
  • Você nunca estará auto-condenado por nada que possa imaginar.
  • Então, se você aceitar que não tem o destino traçado, não pode ter medo de influir ou trabalhar o seu próprio futuro.
  • Quando você aceita os desafios e começa a usar o humor em relação à vida, as pessoas vão julgá-lo (aceitá-lo) melhor. É exatamente aí que tudo começa a mudar.
  • Se você deixou de se queixar tanto das suas desgraças e começou a assumir responsabilidades, você reforça a auto-estima e as pessoas o reconhecem melhor.
  • Não adianta chutar os problemas para o fatalismo. Coloque-se como o único responsável pelas mudanças.
  • A auto-confiança possibilita o alargamento no âmbito das novas energias
  • A partir daí, nós passamos a ser mais fontes emissoras de bons fluidos.
  • Agora já pode apaixonar-se desenfreadamente? Cuidado, nessa fase não acelere o seu coração. Você pode bater na primeira curva.
  • A vida ensina que o Amor é tão mais duradouro quanto mais platonizado for. Isso não quer dizer que  não possa se envolver sexualmente com a pessoa que você ama.
  • O que você nuca pode é perder o sentimento mágico na troca da energia sexual.
 
  • Além disso, evite trocas de enredamento emocional, ou seja, evite as transferências de dificuldades. Problema transferido não é problema resolvido. Você apenas o passa para outra família e não resolve o problema da sua.
  • Se nós assumimos mais auto-responsabilidade e transferimos menos, vamos necessitar menos fazer os outros de cajados ou de bodes expiatórios e passamos a  não usá-los para os nossos fins necessários... Até por que, sempre é mais fácil usarmos as pessoas amadas como muletas emocionais: elas não vão tão facilmente embora.
  • Então, assumindo mais auto-responsabilidade para com os meus defeitos emocionais eu vou me tornar mais claro para comigo mesmo. E se for mais claro eu já vou saber dizer NÃO mais facilmente, sem nenhum sentimento de culpa
  • Se dosarmos o dizer sim e o dizer não, em função da quebra dos nossos paradigmas, nós não necessitamos tanto de falsear o enriquecimento da nossa própria pobreza emocional
  • O amor-próprio, se construído detalhe a detalhe, leva a nossa capacidade a produzir um humor  para cima. É aí que surgem as possibilidades de novas energias.
  • É possível administrar posições extremas e emoções confusas dentro de nós?
  • Se a palavra administrar quiser dizer reaprender a mexer, com algum zelo, nas minhas coisas intimistas, claro que sim!
  • Visões novas de problemas, ou dores velhas, podem sim levar a apreensões  ou medos? Claro que não!...
  • Quando começo a remexer sozinho nos papéis do meu sótão, logicamente que eu vou parar quando me deparar com o vôo de um morcego que acabei de acordar.
 
  • Logo, o surgimento de cada morcego que eu vou acordando, me dá a medida exata se devo ou não avançar mais profundamente no meu sótão.
  • E, de cada papel velho que vou remexendo, reabrirá uma nova luz nas minhas recordações que, ao me deixarem mais feliz, sem carga emocional pesada, vão permitir que não dê tanta importância aos morcegos assustadores: já os vejo como pequenos animais alados caçadores de insetos, dóceis e tímidos. Eles é que fogem de mim. Não sou eu que preciso fugir deles...
  • Então nós precisamos cultivar o Amor e não necessariamente só às pessoas. Existem outras bilhões de coisas do lado de fora de cada um de nós. E, por incrível que pareça, existem outras tantas bilhões de coisas dentro de nós que precisam de muito Amor para serem reconhecidas... Nós não devemos voltar as costas a essa nossa riqueza interior.
  • Esse reencontro emocional com o museu da nossa vida interna é um tesouro potencial inestimável. Ele não pode ficar  sem pesquisa, avaliação, reformulação de conceitos e quebra de paradigmas.
  • Então, se você reformula e reavalia (ou não coloca a culpa em tudo e todos e se responsabiliza) já está dando sinais de bom caminho na sua felicidade e bom humor... E se você  já está construindo o bom humor e dá sinais de demarcar o seu estado de felicidade real, em conseqüência, você se co-responsabiliza com tudo e todos que giram à sua volta e com isso, colocará menos culpa e pessimismo nos outros e acreditará menos em determinismo.
 
  • A crença no determinismo sempre tem o tamanho da nossa preguiça
  • Com bom humor você fica menos indefeso; mais facilmente enxerga outras saídas. Você dará mais valor às coisas que você ganhou com o Amor. Não vire um pão-duro, mas também não seja um panaca. O que mais importa é a viagem no percurso da sua vida e não tanto o valor material dela.
  • Nunca deixe de aprender a amar intensamente esse curto passeio pelo tempo. Ele é unicamente seu e ninguém mais poderá tê-lo vivido.
  • Eu sempre tenho que estar precisando de um tempo novo. Não dá para morrer preguiçoso amparado num tempo velho. E o tempo velho é principalmente  aquele que eu vivo sem me reformular; sem correr riscos; sem visitar o meu museu e me apaixonar pelos meus erros quando eles foram tentativas de acerto.
  • Empobrecer emocionalmente é apenas  (um) tirar lucro dos relacionamentos. Sem canais novos, que tenham 2 sentidos cada um de nós fica mais pobre emocionalmente hoje, do que no começo: é um gozo unilateral de viver sem partilhar o possível. Eu só posso oferecer o ossível. Se eu doar o impossível ocorrerão os sofrimentos.
  • O Amor é um sentimento puro. Ele não precisa ser necessariamente eterno para ser amor. Amor eterno acaba sendo conversa pra boi  dormir. Mais importante do que o “Amor Eterno” é a qualidade de Energia intercomunicável. Quando acaba, acaba! Mas não mata o passado ...
  • E o que nós precisamos é desobstruir  os nossos canais. Os principais obstáculos estão comigo. O Amor de olhos bem abertos está ao meu alcance, mas eu sempre estou preferindo cegá-lo. O Amor cego é mais fácil de encarar. A culpa nunca  vai ser minha... Vai ser dos outros, dos espíritos ou do fatalismo. Eu posso ficar então cheio de preguiça esperando que ele aconteça. Não preciso fazer força, nem correr riscos para a minha capacidade de amar acontecer. Fico só esperando.
 
  • Entretanto, “os entendidos” dizem que ao Amor tem que ter misturado a uma certa dose de ciúme. Sem o ciúme o Amor não existe. Ou seja, para que a virtude resplandeça tem que ter um bom pedaço de pecado do lado. Ou então, para que a Rainha brilhe tem que haver um monte de servos descalços e rotos bem ao seu redor.
  • A felicidade é pressupostamente um somatório de pequenos instantes felizes e bem humorados que formos capazes de poder viver. Logo, nós sempre temos que estar descobrindo e carregando os nossos queridos traumas. E para carregar traumas precisamos de muita simplicidade e modéstia. É por isso que felicidade é coisa que não se terceiriza. Felicidade é um produto único. Ela precisa de corpo único para habitar e não pode ser exportada. Não tem ninguém no mundo igual a você.
  • A felicidade precisa de um corpo mental e biológico. Ela só pode ser trocada se outra felicidade existir em outro corpo mental e biológico diferente. É por isso que ela nunca será um produto de exportação; salvo se a fábrica for junto. Eu até posso exportá-la para a Arábia Saudita, mas para que tal coisa aconteça, eu tenho que ir com ela..
  • Eu não posso deixar a minha felicidade aos cuidados de alguém. Se eu a deixar para trás, não vou ser feliz por lá.
  • O status de felicidade pode ser então de um grupo, de uma família ou de uma Nação !!!
  • Entretanto ela nunca pode ser uma meta externa. Ela começa em mim e acaba em mim. A única coisa que posso fazer é trocá-la com alguém que também tenha a sua.
 
  • Uma pequena história para materializar: Em uma viagem num velho trem grego de Patras – Athenas, eu com meus três filhos deixáramos a minha mulher na carruagem e fomos todos para o bar. Até lutamos para manter a nossa mesa consumindo o máximo para que o bar-man nos mantivesse ali. Ao longo do processo, tive a grata felicidade de estar na companhia de uma velhinha greco-romana que nos ajudou a montar um dicionário de algumas palavras português-inglês francês-grego.       
    Quando chegamos à plataforma de Athenas eu não escondia a minha enorme felicidade pela troca de ensinamento em grego que tinha tido com aquela simpática velhinha.
    Entretanto a minha mulher não escondia a sua. Fiquei muito admirado pelo seu estado de euforia! Teria sido porque eu tinha tirado as crianças e ela teria tido a oportunidade de descansar? Que nada! A minha mulher estava sorrindo à toa por ter despertado um grande amor platônico num poeta grego que viajava na poltrona da frente. Ela guardava os poemas escritos em espanhol nas folhas de um jornal que o nosso poeta  romântico tinha comprado em Brindisi, na Itália.
    Ou seja, cada um de nós se expôs a uma felicidade possível. Eu e você poderíamos estar colados de costas e nem assim estarmos permutando o mesmo estado de felicidade.
  • Então se você vai à academia modelar os seus músculos para formar imagens, modele sua mente para atrair energias.
  • Em ambas as vertentes você monta pontos de referência para conquistar o amor próprio sem se deixar resvalar para uma egocentria. Você precisa um pouco da sua beleza para você. Não é tanto para os outros.
  • Agora você já começa correndo riscos de se querer-bem. Tem coragem de expressar a sua inteligência sem medo dos contraditórios ou de reprovação, por via dos paradigmas construídos nos velhos tecidos sociais.