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AMOR: Tudo começa nele. Mas antes
dele está o Amor-próprio (auto-estima)
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Se você não deseja enfrentar um
grande amor por você mesmo, saia daqui: clique em
outro assunto. Você acaba de entrar no espaço
errado.
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Faça uma garimpagem e reconheça os
seus melhores valores.
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Depois crie o hábito saudável de
aplaudir todos os valores com que for se
reencontrando.
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Você tem um corpo belo mas é
levemente estrábico.
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Você é linda, mas carrega um
conflitante complexo de culpa.
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Está tudo arruinado? Claro que
não!... O que está em ruína são os pensamentos
conflitantes em sua cabeça. É exatamente essa
situação que nós precisamos resolver: salvo quando
os conflitos são desproporcionais.
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Operações reparadoras estéticas do
corpo? Até que sim!, mas elas só fornecem um pequeno
up-grade , mas na verdade não resolvem os conflitos.
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Eu preciso aprender a falar de mim.
Mas nada pode ser visto como definitivo: a vida é um
constante aprendizado.
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Quando se diz falar de mim não é
contar muitas historinhas que objetivam mascarar o
que sofremos. Falar de mim é abrir o coração e
construir pequenas peças de humor com os meus
próprios defeitos (que 100% das vezes só eu vejo
como defeitos).

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Você tem que se entusiasmar com o
encontro das suas mazelas. Realize uma pequena festa
com alguém. Você precisa emocionar-se.
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Muitas vezes o determinismo nos
condena. Mas o ser humano tem um grande poder na
quebra do determinismo.
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Você nunca estará auto-condenado por
nada que possa imaginar.
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Então, se você aceitar que não tem o
destino traçado, não pode ter medo de influir ou
trabalhar o seu próprio futuro.
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Quando você aceita os desafios e
começa a usar o humor em relação à vida, as pessoas
vão julgá-lo (aceitá-lo) melhor. É exatamente aí que
tudo começa a mudar.
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Se você deixou de se queixar tanto
das suas desgraças e começou a assumir
responsabilidades, você reforça a auto-estima e as
pessoas o reconhecem melhor.
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Não adianta chutar os problemas para
o fatalismo. Coloque-se como o único responsável
pelas mudanças.
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A auto-confiança possibilita o
alargamento no âmbito das novas energias
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A partir daí, nós passamos a ser mais
fontes emissoras de bons fluidos.
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Agora já pode apaixonar-se
desenfreadamente? Cuidado, nessa fase não acelere o
seu coração. Você pode bater na primeira curva.
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A vida ensina que o Amor é tão mais
duradouro quanto mais platonizado for. Isso não quer
dizer que não possa se envolver sexualmente com a
pessoa que você ama.
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O que você nuca pode é perder o
sentimento mágico na troca da energia sexual.

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Além disso, evite trocas de
enredamento emocional, ou seja, evite as
transferências de dificuldades. Problema transferido
não é problema resolvido. Você apenas o passa para
outra família e não resolve o problema da sua.
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Se nós assumimos mais
auto-responsabilidade e transferimos menos, vamos
necessitar menos fazer os outros de cajados ou de
bodes expiatórios e passamos a não usá-los para os
nossos fins necessários... Até por que, sempre é
mais fácil usarmos as pessoas amadas como muletas
emocionais: elas não vão tão facilmente embora.
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Então, assumindo mais
auto-responsabilidade para com os meus defeitos
emocionais eu vou me tornar mais claro para comigo
mesmo. E se for mais claro eu já vou saber dizer NÃO
mais facilmente, sem nenhum sentimento de culpa
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Se dosarmos o dizer sim e o dizer
não, em função da quebra dos nossos paradigmas, nós
não necessitamos tanto de falsear o enriquecimento
da nossa própria pobreza emocional
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O amor-próprio, se construído detalhe
a detalhe, leva a nossa capacidade a produzir um
humor para cima. É aí que surgem as possibilidades
de novas energias.
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É possível administrar posições
extremas e emoções confusas dentro de nós?
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Se a palavra administrar quiser dizer
reaprender a mexer, com algum zelo, nas minhas
coisas intimistas, claro que sim!
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Visões novas de problemas, ou dores
velhas, podem sim levar a apreensões ou medos?
Claro que não!...
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Quando começo a remexer sozinho nos
papéis do meu sótão, logicamente que eu vou parar
quando me deparar com o vôo de um morcego que acabei
de acordar.

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Logo, o surgimento de cada morcego
que eu vou acordando, me dá a medida exata se devo
ou não avançar mais profundamente no meu sótão.
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E, de cada papel velho que vou
remexendo, reabrirá uma nova luz nas minhas
recordações que, ao me deixarem mais feliz, sem
carga emocional pesada, vão permitir que não dê
tanta importância aos morcegos assustadores: já os
vejo como pequenos animais alados caçadores de
insetos, dóceis e tímidos. Eles é que fogem de mim.
Não sou eu que preciso fugir deles...
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Então nós precisamos cultivar o Amor
e não necessariamente só às pessoas. Existem outras
bilhões de coisas do lado de fora de cada um de nós.
E, por incrível que pareça, existem outras tantas
bilhões de coisas dentro de nós que precisam de
muito Amor para serem reconhecidas... Nós não
devemos voltar as costas a essa nossa riqueza
interior.
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Esse reencontro emocional com o museu
da nossa vida interna é um tesouro potencial
inestimável. Ele não pode ficar sem pesquisa,
avaliação, reformulação de conceitos e quebra de
paradigmas.
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Então, se você reformula e reavalia
(ou não coloca a culpa em tudo e todos e se
responsabiliza) já está dando sinais de bom caminho
na sua felicidade e bom humor... E se você já está
construindo o bom humor e dá sinais de demarcar o
seu estado de felicidade real, em conseqüência, você
se co-responsabiliza com tudo e todos que giram à
sua volta e com isso, colocará menos culpa e
pessimismo nos outros e acreditará menos em
determinismo.

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A crença no determinismo sempre tem o
tamanho da nossa preguiça
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Com bom humor você fica menos
indefeso; mais facilmente enxerga outras saídas.
Você dará mais valor às coisas que você ganhou com o
Amor. Não vire um pão-duro, mas também não seja um
panaca. O que mais importa é a viagem no percurso da
sua vida e não tanto o valor material dela.
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Nunca deixe de aprender a amar
intensamente esse curto passeio pelo tempo. Ele é
unicamente seu e ninguém mais poderá tê-lo vivido.
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Eu sempre tenho que estar precisando
de um tempo novo. Não dá para morrer preguiçoso
amparado num tempo velho. E o tempo velho é
principalmente aquele que eu vivo sem me
reformular; sem correr riscos; sem visitar o meu
museu e me apaixonar pelos meus erros quando eles
foram tentativas de acerto.
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Empobrecer emocionalmente é apenas
(um) tirar lucro dos relacionamentos. Sem canais
novos, que tenham 2 sentidos cada um de nós fica
mais pobre emocionalmente hoje, do que no começo: é
um gozo unilateral de viver sem partilhar o
possível. Eu só posso oferecer o ossível. Se eu doar
o impossível ocorrerão os sofrimentos.
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O Amor é um sentimento puro. Ele não
precisa ser necessariamente eterno para ser amor.
Amor eterno acaba sendo conversa pra boi dormir.
Mais importante do que o “Amor Eterno” é a qualidade
de Energia intercomunicável. Quando acaba, acaba!
Mas não mata o passado ...
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E o que nós precisamos é desobstruir
os nossos canais. Os principais obstáculos estão
comigo. O Amor de olhos bem abertos está ao meu
alcance, mas eu sempre estou preferindo cegá-lo. O
Amor cego é mais fácil de encarar. A culpa nunca
vai ser minha... Vai ser dos outros, dos espíritos
ou do fatalismo. Eu posso ficar então cheio de
preguiça esperando que ele aconteça. Não preciso
fazer força, nem correr riscos para a minha
capacidade de amar acontecer. Fico só esperando.

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Entretanto, “os entendidos” dizem que
ao Amor tem que ter misturado a uma certa dose de
ciúme. Sem o ciúme o Amor não existe. Ou seja, para
que a virtude resplandeça tem que ter um bom pedaço
de pecado do lado. Ou então, para que a Rainha
brilhe tem que haver um monte de servos descalços e
rotos bem ao seu redor.
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A felicidade é pressupostamente um
somatório de pequenos instantes felizes e bem
humorados que formos capazes de poder viver. Logo,
nós sempre temos que estar descobrindo e carregando
os nossos queridos traumas. E para carregar traumas
precisamos de muita simplicidade e modéstia. É por
isso que felicidade é coisa que não se terceiriza.
Felicidade é um produto único. Ela precisa de corpo
único para habitar e não pode ser exportada. Não tem
ninguém no mundo igual a você.
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A felicidade precisa de um corpo
mental e biológico. Ela só pode ser trocada se outra
felicidade existir em outro corpo mental e biológico
diferente. É por isso que ela nunca será um produto
de exportação; salvo se a fábrica for junto. Eu até
posso exportá-la para a Arábia Saudita, mas para que
tal coisa aconteça, eu tenho que ir com ela..
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Eu não posso deixar a minha
felicidade aos cuidados de alguém. Se eu a deixar
para trás, não vou ser feliz por lá.
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O status de felicidade pode ser então
de um grupo, de uma família ou de uma Nação !!!
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Entretanto ela nunca pode ser uma
meta externa. Ela começa em mim e acaba em mim. A
única coisa que posso fazer é trocá-la com alguém
que também tenha a sua.

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Uma pequena história para
materializar: Em uma viagem num velho trem grego de
Patras – Athenas, eu com meus três filhos deixáramos
a minha mulher na carruagem e fomos todos para o
bar. Até lutamos para manter a nossa mesa consumindo
o máximo para que o bar-man nos mantivesse ali. Ao
longo do processo, tive a grata felicidade de estar
na companhia de uma velhinha greco-romana que nos
ajudou a montar um dicionário de algumas palavras
português-inglês francês-grego.
Quando chegamos à plataforma de Athenas eu não
escondia a minha enorme felicidade pela troca de
ensinamento em grego que tinha tido com aquela
simpática velhinha.
Entretanto a minha mulher não escondia a sua. Fiquei
muito admirado pelo seu estado de euforia! Teria
sido porque eu tinha tirado as crianças e ela teria
tido a oportunidade de descansar? Que nada! A minha
mulher estava sorrindo à toa por ter despertado um
grande amor platônico num poeta grego que viajava na
poltrona da frente. Ela guardava os poemas escritos
em espanhol nas folhas de um jornal que o nosso
poeta romântico tinha comprado em Brindisi, na
Itália.
Ou seja, cada um de nós se expôs a uma felicidade
possível. Eu e você poderíamos estar colados de
costas e nem assim estarmos permutando o mesmo
estado de felicidade.
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Então se você vai à academia modelar
os seus músculos para formar imagens, modele sua
mente para atrair energias.
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Em ambas as vertentes você monta
pontos de referência para conquistar o amor próprio
sem se deixar resvalar para uma egocentria. Você
precisa um pouco da sua beleza para você. Não é
tanto para os outros.
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Agora você já começa correndo riscos
de se querer-bem. Tem coragem de expressar a sua
inteligência sem medo dos contraditórios ou de
reprovação, por via dos paradigmas construídos nos
velhos tecidos sociais.
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